DELE EU SÓ SABIA O NOME - Cap. 2
— Você tem certeza que este homem existe, Tati? Paula me encarou enquanto tomava um gole de chá bem sentada na sala do meu apê. Eram dez horas da noite e eu continuava alucinada. — Claro que sim. Ele era real. É real. — Menina, você tinha que ter pego o contato dele! Onde já se viu deixar um gato desses passar? — De que jeito, Paula? A louca da namorada saltou de repente do nada e se grudou nele. Acho que ela queria me matar. — Óbvio que sim. Bem, vamos ser práticas. O que você pretende fazer? — O nome dele é Felipe. Já é alguma coisa. Minha ideia é a seguinte. Voltar ao local do acidente no mesmo horário que tudo aconteceu e tentar encontrá-lo. Caso ele esteja acompanhado da bisca, eu tento segui-lo. — Ótimo. E se ele estiver sozinho? — Eu ofereço uma carona. Não é sensacional minha ideia? * Paula não achou minha ideia tão boa assim, mas era a única opção que eu tinha para aquele momento. Me descobri completamente obcecada por aquele homem. Nem dormi direito ...